Mudras e posturas

As posições do corpo e das mãos (mudras) relacionam-se com nosso estado de espírito. Como forma de nos mantermos alertas e conscientes, mantemos posturas como cordas de um violino: nem muito tensas, nem muito soltas. No templo, quando não estamos meditando, observamos as seguintes posturas:

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Shashu:

use sempre que estiver em pé, ao andar pelo templo, ao meditar em movimento (kinhin), ou mesmo quando estiver parado com mãos desocupadas. Em shashu, as mãos encontram-se à frente do plexo solar, o polegar esquerdo é abraçado pelos outros dedos da mesma mão, e a mão direita cobre a mão esquerda. Os antebraços mantêm-se paralelos ao chão, e a coluna mantém-se ereta.

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Gassho:

expressão de fé, respeito e não-dualidade. As mãos encontram-se à sua frente, unindo palma com palma, dedos com dedos. Antebraços formam um linha reta, paralela ao chão. As pontas dos dedos ficam na altura do nariz, a um punho de distância da face.

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Reverência:

use para cumprimentar, agradecer ou reverenciar. Inclinamos nosso tronco para frente em 45 graus, mantendo a coluna ereta e o mudra das mãos (gassho ou shashu). A cabeça e os olhos acompanham o movimento e voltam-se para o chão, em sinal de entrega. Em reverências informais, o tronco dobra-se menos, e mais rapidamente.

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Reverência completa:

praticada em certas cerimônias, em sinal de reverência especial. Apóie os joelhos no chão, desça o tronco e encoste a cabeça ao chão. As palmas das mãos elevam-se levemente para cima, como se suportassem os pés de Buda acima de sua cabeça. Ao retornar à posição ereta, evite apoiar as mãos no chão.